<i>EMEF</i> não deve fechar

Reunidos, dia 3, em plenário, os trabalhadores da EMEF, na Figueira da Foz, repudiaram a decisão do Governo de encerrar as oficinas de reparação de material circulante da linha do Oeste. Numa resolução, aprovada no fim do encontro, os ferroviários consideram haver «potencialidades para a manutenção, modernização e desenvolvimento daquelas instalações, num quadro potenciador da criação de postos de trabalho». Lembrando o «abandono a que tem chegado o serviço de transporte ferroviário», os trabalhadores sublinham que aquela decisão está conforme com um estudo do «Governo anterior, que aponta para o encerramento de mais de 800 quilómetros de vias-férreas». O Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário e a Comissão de Trabalhadores comprometeram-se a solicitar reuniões urgentes à administração da CP e ao Ministério da Economia. Não havendo resposta da CP, até ao fim da segunda quinzena deste mês, uma delegação sindical deslocar-se-á à sede a empresa, no dia 16. Outro plenário ficou marcado para dia 23, para os trabalhadores fazerem o ponto da situação e tomarem decisões. Delegações do PCP, do PEV e do BE estiveram presentes no plenário, em solidariedade com os 34 trabalhadores daquelas oficinas.

Num comunicado de dia 5, a Organização Regional de Coimbra do PCP recordou que o Grupo Parlamentar do Partido questionou, dia 1, o Governo, perguntando se pretende evitar o encerramento daquelas instalações, se vai apresentar alguma estratégia para o desenvolvimento do sector ferroviário nacional, e se intervirá junto da administração, para que esta passe a respeitar os direitos dos trabalhadores.

 

Polivalência na CP Carga

 

«Inaceitável» foi como o SNTSF/CGTP-IN classificou, dia 2, a imposição de polivalência a alguns trabalhadores da CP Carga, alterando o conteúdo funcional das diversas categorias profissionais, constante no Acordo de Empresa. Manifestando disponibilidade para retomar as negociações «que a administração suspendeu», o sindicato dos ferroviários considerou ilegítimas as alterações unilateralmente impostas, e aconselhou os trabalhadores a recusarem executar funções que não constem no Regulamento de Carreiras.



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